Bebê a bordo. Minha primeira gestação.

Eis que volto aqui pra compartilhar a notícia mais importante e feliz da minha vida! Estamos grávidos!!

Fiquei meses sem postar aqui por falta de tempo continuar não sabendo priorizar o que realmente importa e me permitir ser engolida pela rotina de trabalho e dia a dia – e eu sei, isso vai totalmente contra tudo o que estou tentando fazer desde o começo do ano, que é compartilhar pensamentos, momentos, histórias e aprendizados. Buscar essa transformação íntima a ponto de encontrar o foco necessário para mudar meu estilo de vida, minha rotina, e me sentir mais feliz com as minhas escolhas.

Foram quase 4 meses sem postar e isso me deixa um pouco assustada. Gente, o tempo VOA! E não adianta, se não fizer o que está em seus planos, nada vai esperar até que você faça. Também de nada adianta buscar justificativas para o que passou. O que passou passou.

Bom, exatamente hoje, completo 20 semanas de gestação e posso dizer que esses 5 meses grávida, tem sido transformadores. Posso afirmar que estou completamente diferente do que era há alguns meses atrás e tenho absoluta convicção de que essa mudança só está começando.

Decidi compartilhar minha experiência da gravidez aqui por um principal motivo: quero deixar registrado esses momentos, pra poder voltar um dia e ler tudo de especial que vivi. E também quero compartilhar minha experiência com as mamães de primeira viagem – porquê ficamos com tantas dúvidas e medos, que nada melhor do que encontrar diferentes pontos de vista. Por mais única e individual que seja cada gestação, é sempre bom poder conhecer pessoas que passam ou passaram por um momento tão único.

Até o ano passado, não tinha plena convicção de que queria ser mãe. Eu sentia que ainda não era o momento, que tinha muitas coisas para conquistar e vivenciar e também não me cobrava nem um pouco sobre ter logo uma opinião formada. Sei que alguns fatores biológicos passam a ser importantes para tomarmos essa decisão, principalmente ao passarmos dos 30. Mas graças à Deus a tecnologia está aí mega avançada, e hoje, mulheres conseguem realizar o sonho de ser mãe até mesmo depois dos 40.

E então, ano passado comecei a refletir um pouco sobre o tema. Li bastante e me deparei com reportagens de mulheres que não tinham planos a curto prazo pra engravidar e que começaram a congelar os óvulos para terem a oportunidade de tomar a decisão bons anos depois. Eu, típica capricorniana, achei ótimo e muito justo. Justo se a ciência hoje torna possível tomar essa decisão em um momento futuro. Justo poder continuar no ritmo em busca dos meus sonhos e principalmente, ter a certeza e me sentir preparada para uma transformação radical em minha vida.

Apesar de ter apenas 34 anos, achei importante enfrentar a questão e buscar alternativas para garantir que quando surgisse o alerta e vontade de ser mãe, que eu estaria tranquila para concretizar esse sonho.

E então busquei mais informações sobre congelamento de óvulos e comecei agendar as consultas em algumas clínicas na região de Campinas. Após conhecer três diferentes clínicas, senti uma empatia muito grande por um dos profissionais e decidi iniciar o tratamento necessário para tomar esse passo.

Foram muitos, mas muitos exames. Primeiro porquê eu nunca havia tentado engravidar, então, a princípio na minha cabeça eu não teria problema algum para tal. Acontece que muitas mulheres por conta de toda a rotina moderna, hormônios na alimentação, e toda essa vida que está muito diferente do que era antigamente, só descobrem que não conseguem engravidar naturalmente, após muitos anos tentando e sem resultado.

Resumidamente, após passar por todos os exames, iniciei as dosagens corretas de hormônios para captação e congelamento dos óvulos. A surpresa foi que durante o processo, depois que passei a refletir verdadeiramente sobre o tema, veio a decisão de que me sentia sim preparada e com muita vontade de passar por essa experiência. E aí, o que aconteceria em alguns bons anos, foi agendado em 15 dias.

Explicarei com mais detalhes todo o processo nos próximos posts, mas o resultado foi que logo na minha primeira transferência de embriões a fresco (não chegamos a sequer congelar os óvulos), tive o tão esperado resultado positivo.

E aí, tudo de mais novo aconteceu. Comecei a sentir alguns sintomas, mas não tive por exemplo enjôos tão comuns no primeiro trimestre. Me sentia muito cansada, sem energia, era praticamente outra pessoa. Por indicação médica, parei de fazer atividades físicas, logo eu, que sempre fui muito ativa. E junto com os hormônios do tratamento e a ansiedade até saber o resultado da FIV, ganhei logo nos primeiros 4 meses 6 kilos. Passei a me sentir muito feia e as mudanças visíveis e contínuas em meu corpo, me faziam me sentir muito diferente do que eu sempre fui e eu de verdade não gostava do que via no espelho.

Apesar de ter planejado a gravidez, eu não tinha uma real noção do quão profundas eram as mudanças tanto no corpo, quanto no emocional. Além daquele medo que paira as mamães de primeira viagem durante as primeiras semanas da gestação (índice de abortos espontâneos etc), também surgem as dúvidas e comparações sobre se a barriga não vai crescer logo, quando vai sentir o bebê pela primeira vez, como controlar a fome para não engordar muito, entre muitas, mas muitas coisas que chegam até nós.

É um verdadeiro paradoxo. Já no primeiro ultrassom após ouvir o coração do seu bebê nada mais importa além da saúde e bem estar dele. Passamos a entender que o corpo passa por uma longa transformação, mas não só durante os 9 meses da gestação. Essa transformação continua após o nascimento e que logo, ele voltará a ser o mais próximo do que foi um dia. Todos os tratamentos estéticos, ou a sua corrida matinal, academia, comida japonesa, tintura nos cabelos… tudo isso vai voltar a ser feito em breve, com a diferença que quando voltar a rotina “normal”, você terá um pacotinho de amor do seu lado, que te preenche de tal forma, que tudo vai ser muito melhor.

Agora que cheguei na metade da gestação e me sinto plena, com a energia de sobra de volta, passarei a compartilhar aqui os detalhes dessa fase linda em minha vida.

Beijinhos!

2 comentários em “Bebê a bordo. Minha primeira gestação.

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